“A SUBSTÂNCIA” E A BIOÉTICA NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Cartaz de divulgação da obra “A Substância”. Crédito da imagem: Divulgação/Working Title Films, 2024.
Já parou para pensar na possibilidade de ter uma versão mais socialmente vista como bonita, jovem e carismática de si? Essa é a proposta do “experimento” fictício conduzido na trama de “A Substância”, segundo longa da diretora e roteirista francesa Coralie Fargeat. Estrelada por Demi Moore e Margaret Qualley, a obra se tornou uma queridinha da crítica – alcançando 90% de aprovação de acordo com a plataforma RottenTomatoes – e polêmica entre o público, dividido em meio aos temas chocantes e a abordagem para tratá-los. Obteve destaque em sua primeira exibição no Festival de Cannes, conseguindo o maior “standing ovation” (aplausos de pé) do público (Donnelly; Shafer, 2024) e o prêmio Palma de Ouro, concedido ao Melhor Roteiro dentre as obras apresentadas no festival. É claro, como se trata de um filme que ainda está em cartaz, devo avisar: essa resenha contém alguns spoilers da trama.
“Você é Única”: A Substância

Elisabeth Sparkle (Demi Moore) prestes a injetar A Substância em si mesma. Crédito da imagem: Divulgação/Working Title Films, 2024.
O fato de que Hollywood trata mal seus atores, em especial suas atrizes, à medida que envelhecem, não é um tema novo a ser tratado em obras cinematográficas – observa-se em Era Uma Vez Em… Hollywood, com o personagem interpretado por Leonardo Dicaprio, por exemplo. Porém, a realidade é acentuada na figura da mulher, onde sua beleza e juventude são frequentemente postas como mais valiosas do que o seu talento e capacidade profissional. Para artistas femininas, em especial em décadas passadas, era necessário que fossem vistas para serem lembradas; aquelas que envelheciam, eram apagadas com as areias do tempo, por mais famosas que fossem. Essa é a mensagem passada já nos primeiros minutos do filme, uma introdução que é quase um curta em si mesma, retratando a estrela na calçada de Hollywood pertencente à protagonista: Elisabeth Sparkle (Demi Moore).
Uma vez a estrela mais amada e um símbolo de perfeição e sex appeal, Sparkle foi reduzida a apenas um programa matinal de ginástica. Ao completar cinquenta anos, a emissora de televisão para a qual trabalha, representada pelo seu empresário Harvey, decide demiti-la. Afinal, acreditam que ela “esteja velha e enrugada demais para que queiram olhar para ela”. Entre crises quanto à sua aparência e um acidente de carro que a levam ao hospital, onde o enfermeiro analisa a coluna de Elisabeth e esconde um pen-drive em seu casaco, ela é apresentada ao experimento “capaz de mudar vidas”: A Substância.
Você já sonhou com uma versão melhor de si mesma? Mais jovem, mais bonita, mais perfeita. Uma única injeção desbloqueia seu DNA, começando uma nova divisão celular, que vai liberar uma outra versão de você mesma. Essa é a Substância. Você é a matriz. Tudo vem de você. Tudo é você. Isso é simplesmente uma versão melhor de você mesma (THE SUBSTANCE, 2024, tradução nossa [i]).
À primeira vista, Sparkle rejeita a ideia do vídeo explicativo quanto ao procedimento. Mas, é claro, em sua próxima crise por não ter mais o corpo jovial que outrora lhe garantia a atenção e o amor do público, ela cede ao extremo – um paralelo similar às celebridades e demais indivíduos que passam por procedimentos estéticos em busca de uma perfeição inalcançável. Uma vez com o pacote, e seguidas as instruções, o subgênero do body horror ao qual a obra pertence começa a se tornar mais evidente. Em poucos minutos, as costas de Elisabeth se abrem e ela dá à luz à sua “outra eu”, mais jovem e mais bonita: Sue (Margaret Qualley).
Sue vai à emissora para atender a chamada de elenco noticiada no jornal, que pretendia expressamente encontrar a substituta para a própria Elisabeth Sparkle. Sem qualquer surpresa do espectador, ela é aceita de imediato. Tida como perfeita, que todos iriam amá-la. E era tudo que elas (ou devo dizer, ela) queriam.
É claro, as instruções da Substância especificam que elas devem dividir o tempo, em um equilíbrio perfeito de sete dias alternados para cada, a consciência sendo teoricamente transferida entre ambos os corpos, sem que ambas possam interagir diretamente. Enquanto Elisabeth está desacordada, Sue vive a vida glamourosa de uma estrela em ascensão, precisando remover e aplicar um líquido retirado da coluna de Elisabeth em si mesma, todos os dias. Elisabeth, enquanto Sue está desacordada, testemunha os anúncios de Sue – um deles sendo a visão da janela da sala de seu apartamento – e acaba por viver como reclusa, basicamente somente organizando a casa e a agenda de ambas.

Sue (Margaret Qualley), a “versão melhorada” de Elisabeth, em seu próprio programa de televisão. Crédito da imagem: Divulgação/Working Title Films, 2024.
Não demora para que os conflitos entre ambas apareçam, com Sue excedendo os sete dias e abusando do líquido de Elisabeth – que, no dia seguinte, acorda com um de seus dedos excessivamente envelhecido. Ao ligar para o organizador do experimento, descobre que é algo irreversível, e que não aconteceria se o equilíbrio fosse respeitado. O aviso acaba sendo tomado quase como irrelevante para ambas as versões pela próxima hora da trama, em que Elisabeth e Sue começam a se ressentir e mesmo a se odiar, uma tomando atitudes que sabe que afetará a outra, e vice-versa. Ao mesmo tempo, são movidas pelo ego e pela ganância; especialmente Sue, que abusa cada vez mais do fluido espinhal de Elisabeth à medida que avança no estrelato.
Ao contrário do que a própria Substância prega milagrosamente em seu vídeo de anúncio, “você é única”, elas se veem como pessoas completamente diferentes, e uma é a culpada pelo que dá errado na vida da outra — deixemos assim, para evitar mais spoilers.
Uma Introdução à Bioética e as Relações Internacionais

“Kit inicial” da Substância. Crédito da imagem: Divulgação/Working Title Films, 2024.
Até o século XX, o campo da bioética foi extremamente relevante apenas à biomedicina e à área da saúde como um todo, por mais que tivesse implicações indiretas em outros como o da política. Afinal, para além do Juramento de Hipócrates [ii], não haviam tantas conotações explícitas (Plockinger; Ernst-Auga, 2024), enquanto médicos e cientistas tentavam descobrir os limites do ciclo da vida e o que o homem poderia alcançar à medida em que a tecnologia avançava – muitas vezes, ao custo do que muitos considerariam as suas próprias humanidades. Apenas com o fim da Segunda Guerra Mundial, e de casos como os experimentos conduzidos por Josef Mengele, que o discurso da bioética passou a ganhar mais força, e que se desenvolveu mais como um campo, de modo a impedir que horrores similares acontecessem novamente, bem como garantir tratamento médico digno.
Nisso, uma das funções fundamentais da bioética é regular as condutas médicas e científicas, regulamentando-as de forma a preservar os direitos humanos [iii] e a dignidade. Os experimentos conduzidos pelos nazistas implicaram, primordialmente, no Código de Nuremberg (1947), elaborado a partir dos julgamentos do Tribunal de Nuremberg (CÓDIGO…, 2002), sendo a primeira diretriz internacional para a ética na pesquisa envolvendo seres humanos.
Porém, como a bioética se relaciona diretamente com o campo das Relações Internacionais? Para além de ser a base da criação do biodireito, que possui aplicação no direito internacional, e das recomendações do Código de Nuremberg, pode-se identificar princípios bioéticos e relativos à saúde na própria Constituição da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 1948 (Santana, 2017). Pode-se inferir a influência da bioética como norte para a elaboração de políticas públicas a nível tanto doméstico quanto em âmbito internacional, não somente em termos de avanços biotecnológicos, como também em termos responsivos, suscitando a articulação da cooperação entre Estados (Santana, 2017; Santana; Garrafa, 2013), a exemplo do ocorrido durante a Pandemia da COVID-19.
No que se refere a outros acordos internacionais relevantes para a bioética no Sistema Internacional, bem como comitês, destaca-se o papel da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A partir dela, foi promulgada a Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos (1997) e a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (2005). Bem como, a UNESCO dispõe do International Bioethics Committee, composto por especialistas, e o Intergovernmental Bioethics Committee, composto por representantes de 36 de seus Estados-Membros (INTERNATIONAL…, 2024; INTERGOVERNMENTAL…, [s.d.]).
Outra temática interessante tratada nos estudos da bioética, e que está diretamente associada à obra apresentada nesse artigo, é a questão da clonagem. Para além da clonagem terapêutica, que utiliza células-tronco para reproduzir determinados tecidos e órgãos específicos dos quais o paciente precisa, há a clonagem reprodutiva — essa, sim, se trata de gerar um indivíduo geneticamente idêntico a outro. Enquanto diversos Estados permitem a clonagem terapêutica, muitas vezes a clonagem reprodutiva está expressamente proibida em suas legislações, incluindo a brasileira. Ademais, a partir de declarações como a Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos (1997), fez-se clara a repúdia internacional a esta modalidade e a afirmação de que deve ser proibida, por mais que o documento não seja legalmente vinculante aos Estados (Camilo, 2007; Costa, 2021).
Pode-se, ainda, vincular discussões sobre procedimentos estéticos, bioética e política internacional. No âmbito da biomedicina nesse quesito, muito se fala sobre um fenômeno de “globalização da beleza”, no qual não apenas populações ricas de Estados do Norte Global possuem um interesse crescente em cirurgias e demais procedimentos estéticos para alcançar um padrão de beleza inalcançável, como também diversas classes sociais de Estados do Sul Global. Isso se dá, frequentemente, pela influência cultural que culmina na “ocidentalização” ou mesmo “americanização” da beleza, seguindo os padrões pregados pela sociedade estadunidense (Wright, 2015).
Contudo, conforme Wright (2015), há tanto um diálogo quanto um embate entre essa influência externa e os padrões de beleza domésticos, que tanto orientam quanto são orientados, também, pela política do Estado em questão, podendo mesmo reforçar preconceitos pré-existentes (Wright, 2015).
(…) como ideias locais de cor de pele, ‘raça’, e noções de beleza ‘entram primeiro na clínica’ – em outras palavras, levar em conta o papel crítico da economia política (‘ocidentalização’ frequentemente acompanhando modernização, industrialização, neoliberalismo e urbanização) e política (particularmente políticas ‘raciais’ e de gênero), em fazer com que determinados procedimentos sejam desejáveis em um determinado momento em mercados de procedimentos cosméticos diferentes (Wright, 2015, tradução nossa [iv]).
Diversos questionamentos vêm à mente ao se pensar a trama de A Substância a partir das lentes proporcionadas pela bioética – para além da reflexão primária de que o “experimento” em si não segue os pontos estabelecidos pelo Código de Nuremberg ou a bioética como um todo. Poderia Sue ser considerada um clone de Elisabeth? Se haviam registros do que poderia ter acontecido ao se abusar do equilíbrio, as partes não deveriam ser avisadas ao contratar A Substância? Pode-se ultimamente culpar Sue em querer aproveitar a juventude, e ao mesmo tempo apoiar a tentativa de Elisabeth em terminá-la? Estariam Elisabeth e o organizador corretos em entreter a ideia de simplesmente matar o “outro eu”, seguindo a lógica de que é apenas uma parte de Elisabeth que passou a fazer-lhe mal, mas que por outro lado passa a construir os próprios relacionamentos, desejos e ambições? Entre outros.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Substância é, em sua essência, um filme feito para chocar, para horrorizar. Fargeat é extremamente clara nisso e atenta a cada detalhe que possa impactar mais o espectador: desde o direcionamento de câmera, muitas vezes utilizando lentes e proximidade excessiva para elevar os sentimentos que deseja transmitir (em sua maioria, desconforto), quanto aos seus sons. A edição de som é, inclusive, importantíssima para a imersão, seja nos mais simples aumentados, como sons gosmentos das cenas gore do gênero, ou quando utiliza-se de referências para trazer um aspecto quase humorístico e definitivamente irônico em sua crítica — a utilização da trilha sonora de 2001, Uma Odisseia no Espaço, em uma cena, é a primeira que vem à mente nesse quesito.
Em suas duas horas e meia de duração, a obra consegue se sustentar, mantendo sua audiência tensa e sempre surpresa. Quando se pensa que não há mais o que ser explorado, que a temática da demonização do envelhecimento e busca pela perfeição está começando a ficar arrastada demais para o tempo restante de tela, Fargeat não perde tempo em surpreender novamente e cortar tal raciocínio antes que tome força.
Ao mesmo tempo, há pequenos momentos de confusão e furos ao tentar se fazer sentido em determinadas ações das protagonistas; ao assistir o filme, de início não estava claro se ambas compartilhavam da mesma consciência, e o espectador pode (como eu) se perguntar por que Elisabeth não cancelou o experimento após as primeiras duas semanas. Uma ótica um tanto quanto utilitarista, mas não há como não ponderar como claramente há mais vantagens para a “versão jovem” do que para ela, em especial quando uma não retém quaisquer memórias do que a outra vivenciou.
Como supracitado, o filme cumpre perfeitamente seu papel de fazer com que o público ao menos reflita os pontos trazidos na crítica, mesmo em momentos que mais parecem puramente para horrorizar como, em seus minutos finais, as cenas com quantidades exageradas de sangue, para se dizer o mínimo. Seja em torno de questões feministas, dos padrões de beleza inalcançáveis, do temor absoluto ao envelhecimento, de dilemas éticos e bioéticos, de direitos humanos, ou apenas na reflexão sobre a vida do próprio telespectador, A Substância é uma obra assustadoramente bizarra, mas que com certeza vale o seu tempo.
Notas
[i] Have you ever dreamt of a better version of yourself? Younger, more beautiful, more perfect. One single injection unlocks your DNA, starting a new cellular division, that will release another version of yourself. This is the Substance. You are the matrix. Everything comes from you. Everything is you. This is simply a better version of yourself (THE SUBSTANCE, 2024).
[ii] O Juramento de Hipócrates é o juramento que os médicos realizam em um ato solene, em sua formatura. Nele, jura-se praticar a medicina de forma honesta, ética, e respeitando a dignidade e autonomia do paciente, sem fazer-lhe qualquer mal.
[iii] Nesse quesito, assuntos relacionados à evolução biotecnológica, envolvendo questões emergentes, a exemplo de até que ponto o agir humano deve experimentar com o corpo e as sociedades apesar de dispor da capacidade cognitivo-científico-tecnológica, manipulação genética, clonagem, os limites éticos e bioéticos da exploração das relações humanas, entre outros, estão em meio à chamada quarta dimensão de direitos humanos.
[iv] (…) how local ideas of skin colour, ‘race’, and notions of beauty first ‘enter the clinic’ – in other words, to take into account the critical role of political economy (‘westernisation’ often going alongside modernisation, industrialisation, neo-liberalism and urbanisation) and politics (particularly ‘race’ and gender politics), in rendering particular procedures desirable at a particular time in different cosmetic procedure markets (Wright, 2015).
REFERÊNCIAS
CAMILO, Adélia Procópio. CLONAGEM HUMANA, BIODIREITO E DIREITO INTERNACIONAL: um estudo sobre o uso reprodutivo da clonagem humana. Tese (Mestrado em Direito Internacional) – Faculdade Mineira de Direito, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Belo Horizonte, p. 1-134, 2007. Disponível em: https://bib.pucminas.br/teses/Direito_CamiloAP_1.pdf. Acesso em: 4 nov. 2024.
CÓDIGO de Nuremberg. Centro de Bioética do CREMESP, 30 set. 2002. Disponível em: http://www.bioetica.org.br/?siteAcao=DiretrizesDeclaracoesIntegra&id=2. Acesso em: 3 nov. 2024.
COSTA, Amanda Hilary Miranda da. A CLONAGEM HUMANA NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA: O POTENCIAL DA CLONAGEM NO BRASIL. Monografia Jurídica (Bacharelado em Direito) – Escola de Direito e Relações Internacionais, Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Goiânia, p. 1-33, 2021. Disponível em: https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/1634/1/MONOGRAFIA%20-%20AMANDA%20HILARY%20-%20TCC%20II%20-%20B03.pdf. Acesso em: 4 nov. 2024.
DONNELLY, Matt; SHAFER, Ellise. Cannes Goes Apes— for ‘The Substance,’ Demi Moore and Margaret Qualley’s Flesh-Shredding Body Horror, With 11-Minute Standing Ovation. Variety, 19 maio 2024. Disponível em: https://variety.com/2024/film/festivals/demi-moore-margaret-qualley-the-substance-cannes-standing-ovation-1236009497/. Acesso em: 2 nov. 2024.
INTERGOVERNMENTAL Bioethics Committee (IGBC). UNESCO, [s.d.]. Disponível em: https://www.unesco.org/en/ethics-science-technology/igbc. Acesso em: 4 nov. 2024.
INTERNATIONAL Bioethics Committee (IBC). UNESCO, 18 out. 2024. Disponível em: https://www.unesco.org/en/ethics-science-technology/ibc. Acesso em: 4 nov. 2024.
PLOCKINGER, Ursula; ERNST-AUGA, Ulrike. Bioethics and the Human Body. Religions, online, v. 15, n. 8, pp. 1-32, jul. 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/2077-1444/15/8/909. Acesso em: 4 nov. 2024.
SANTANA, José Paranaguá de. Dimensões Bioéticas da Cooperação Internacional em Saúde: ainda uma questão polêmica? Ciência & Saúde Coletiva, online, v. 22, n. 7, pp. 2145-2150, jul. 2017. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2017.v22n7/2145-2150/#. Acesso em: 2 nov. 2024.
SANTANA, José Paranaguá de; GARRAFA, Volnei. Cooperação em saúde na perspectiva bioética. Ciência & Saúde Coletiva, v. 18, n. 1, p. 129–137, jan. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/gTDcdnMFDMvhbygtwSmGpFc/?lang=pt#. Acesso em: 2 nov. 2024.
THE SUBSTANCE. Direção de Coralie Fargeat. França; Estados Unidos; Reino Unido: Working Title Films, 2024. 1 filme (141 min.).
WRIGHT, Katharine. A global perspective on beauty. Nuffield Council on Bioethics, 3 nov. 2015. Disponível em: https://www.nuffieldbioethics.org/blog/global-perspective-beauty. Acesso em: 3 nov. 2024.
REFERÊNCIAS DAS IMAGENS
WORKING TITLE FILMS. THE SUBSTANCE. Direção de Coralie Fargeat. França; Estados Unidos; Reino Unido: Working Title Films, 2024. 1 filme (141 min.).
