HAMAS: EM BUSCA DA TERRA PERDIDA

HAMAS: EM BUSCA DA TERRA PERDIDA

Após um longo período de relativa tranquilidade, Jerusalém Oriental voltou mais uma vez a chamar a atenção da comunidade internacional e reacender a chama do conflito após motins contra o despejo de famílias palestinas pelo exército israelense, o que gerou confrontos violentos entre o Hamas e o governo de Israel no mês de maio de 2021. Nesse longo e complicado embate, o Hamas tornou-se um dos principais movimentos de resistência da Palestina e contrário às ocupações realizadas em seu território original. Dessa maneira, o entendimento sobre os desdobramentos recentes do conflito exige uma retomada histórica do mesmo e explicações mais abrangentes sobre a atuação deste movimento, que é muito mais do que um grupo terrorista como a mídia e as grandes potências insistem em afirmar.

Antecedentes do conflito israelo-palestino

No cerne ideológico do Hamas, sigla de Harakat al-Muqāwama al-Islāmiyya, que significa “Movimento de Resistência Islâmico”, estão a luta pela libertação dos territórios palestinos ocupados por Israel e o reconhecimento dos direitos de tal povo. Dessa maneira, a Palestina, região em disputa, além de possuir valor sagrado para judeus, cristãos e mulçumanos, também é um território com uma posição geoestratégica privilegiada, tendo em vista que liga o Oriente Médio a partes da África e da Ásia. Dessa forma, a soma desses fatores contribuiu para que se configurasse como um campo de guerras e invasões (HROUB, 2006).

Assim sendo, fica claro que é imprescindível primeiro incluir um panorama geral deste longo conflito, cujos desdobramentos ainda são observáveis na atual conjuntura internacional. À vista disso, embora a Palestina tenha sido inicialmente ocupada por judeus – derrotados e expulsos do território pelo Império Romano -, tornou-se predominantemente árabe e islâmica no fim do século VII ao ser conquistada pelos mulçumanos. No entanto, as expedições militares organizadas pela Igreja Católica, denominadas Cruzadas1, intentaram sucessivamente tomar o controle da Palestina, sobretudo de Jerusalém, o que é alcançado com grande violência e colocou o território sob o domínio estrangeiro por 70 anos:

“Após 400 anos de troca aberta e para humilhação dos muçulmanos, os cruzados tomaram Jerusalém impiedosamente, massacraram seus habitantes muçulmanos e conseguiram governar lá por 70 anos. Quando Saladino derrotou os Cruzados em 1187 d.C, ele entrou na imaginação e na história do Islã como um de seus heróis mais proeminentes, cujos sucessos significaram o fim da desgraça e derrota dos muçulmanos. O nome de Saladino traz aos muçulmanos e palestinos memórias de glória e, para muitos deles, enfatiza a vontade e a capacidade inevitáveis de renascer das cinzas. Percebidas como brutais invasões estrangeiras lançadas por cristãos europeus, as Cruzadas ainda são vistas por muitos árabes e palestinos como o projeto original da invasão sionista, que também teve raízes na Europa.” (HROUB, 2006, p. 2-3, tradução nossa).

Consequentemente, o domínio sobre a região esteve nas mãos dos mulçumanos até o fim da Primeira Guerra Mundial, quando o Império Otomano2 – aliado da Alemanha – teve seu colapso final com a assinatura do armistício. O resultado disso foi a divisão dos territórios otomanos no Oriente Médio entre os vencedores, ficando o Império Britânico com a porção correspondente à Palestina de 1917 à 1948. Desde o começo desse período, fortes correntes do sionismo3 incorporaram-se no pensamento britânico e o local passou a receber um número cada vez mais expressivo de refugiados judeus fugindo da expansão nazista. Ao mesmo tempo, os palestinos, sob a bandeira do islamismo e do nacionalismo, revoltaram-se contra o mandato britânico, o que somado ao esgotamento econômico da Grã-Bretanha e da hostilidade de ataques “terroristas” sionistas agravaram a situação da Palestina (HROUB, 2006).

Nesse momento, o forte apoio internacional ao assentamento judaico no referido território levou a Assembleia Geral das Nações Unidas, sob a presidência do embaixador brasileiro Oswaldo Aranha, a aprovar, em 1947, a proposta de partilha da Palestina em dois estados, estabelecendo-se que os 54% da rica região litorânea ficariam com 600.000 judeus imigrantes e o restante pertenceria a 1,4 milhão de palestinos, isto é, cerca de 70% da população ali estabelecida. Em maio do ano seguinte, a Grã-Bretanha deixa a Palestina – prestes a entrar na guerra árabe-judaica – e é criado o Estado de Israel, logo reconhecido pelos Estados Unidos, o que gerou humilhações constantes e ocupações de áreas pertencentes aos palestinos (HROUB, 2006).

Figura 1. Partilha da Palestina em 1947.

Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2014.

O começo da resistência palestina

Contrárias a criação do Estado de Israel na Palestina, tropas árabes, formadas por soldados do Egito, Síria, Líbano e Iraque somaram forças à causa e declararam guerra ao rival, o que ficou conhecido como Guerra da Independência, cujo saldo foi positivo para Israel, que mais bem preparado e equipado militarmente, passou a controlar 79% da região e expulsou 700 mil palestinos de suas casas, sendo esta questão considerada uma das mais intratáveis do conflito (USLU; KARATAŞ, 2020). As ocupações israelenses não pararam por aí, novamente, em 1967, foi lançada uma guerra bem-sucedida contra os países árabes vizinhos – a Guerra dos Seis Dias – a partir da qual Israel apoderou-se da Cisjordânia e da parte oriental de Jerusalém, bem como da Faixa de Gaza, das Colinas de Golã e do Deserto do Sinai, agravando ainda mais o problema dos refugiados palestinos (HROUB, 2006).

Figura 2. Territórios ocupados por Israel em 1967.

Fonte: BLOG MAXI EDUCA, 2017.

Apesar dos esforços dos países árabes e do nascente movimento de libertação nacional palestino na Guerra do Yom Kippuer, travada em 1973 a fim de reaver os territórios perdidos para Israel, mais uma vez saem derrotados pelas forças israelenses, apoiadas indiretamente pelos Estados Unidos. Apesar de tal batalha ter favorecido a Crise do Petróleo4, foi fundamental para que a questão palestina ganhasse visibilidade internacional e para o fortalecimento da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que entre os anos de 1960 e 1980 liderou o movimento nacional palestino e adotou a luta armada como estratégia central para alcançar o seu maior objetivo. Contudo, o esgotamento dos países árabes e o crescente apoio internacional a Israel tornou essa missão impossível, levando a OLP a realizar duas concessões históricas após anos de luta: reconheceu Israel e seu direito de existir e, além disso, tentando recuperar a Cisjordânia e Gaza, concordou em abrir mão da luta armada (HROUB, 2006).

Na tentativa de estabelecer um processo de paz que pudesse encerrar o conflito israelo-palestino, os Estados Unidos e a União Soviética convocaram a Conferência de Paz de Madrid em 1991, após a Primeira Guerra do Golfo e derrota das tropas de Saddam Hussein do Kuwait. Porém, a recusa de Israel em reconhecer os representantes da OLP como interlocutores legítimos da Palestina inviabilizou a produção de um tratado de paz para a região. Segundo Hroub (2006), a opção pela negociação em substituição à luta armada confirmou a mudança histórica na estratégia da OLP em acabar com o conflito.

Depois disso, uma série de negociações bilaterais e multilaterais também não alcançaram progressos reais até 1993, quando conversas secretas entre representantes de Israel e da OLP na Noruega levaram à assinatura do Acordo de Oslo que, em linhas gerais, estabeleceu, a partir de uma Declaração de Princípios (DP), determinações de autogoverno dos palestinianos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Em contrapartida, a OLP teve que abrir mão do uso do “terrorismo”, renegar artigos em sua aliança contrários ao direito de existência de Israel e contribuir no processo pacifico de resolução do conflito. É a partir desse ponto em que abordaremos a atuação do Hamas na Palestina, isto porque, tal movimento mostrou-se claramente averso a tal acordo por considerar que este atende os interesses israelenses em detrimento aos direitos básicos dos palestinos, constantemente atacados por Israel.

Figura 3. Isaac Rabin, Bill Clinton e Yasser Arafat após assinatura dos Acordos de Oslo.

Fonte: FRONTLINE, 2016.

O Hamas

Criado em 1987 por Ahmed Yassin e Abdel Aziz al-Rantissi poucos dias após o começo da Primeira Intifada – levante palestino contra a ocupação israelense -, o Hamas surgiu como um movimento nacionalista-islâmico e ator não estatal que luta por uma Palestina independente, cujas raízes ideológicas encontram-se na Irmandade Mulçumana no Egito, o primeiro dos movimentos que compõem o Islã político (USLU; KARATAŞ, 2020).

A existência do Hamas parecia muito mais adequada às expectativas da maioria dos palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza dado a aparente desistência da OLP à luta armada e de sua disposição a aceitar um compromisso territorial que reduziria ainda mais a área pertencente à Palestina pelo Acordo de Oslo, isto porque, sua ideologia estava firmemente alicerçada nos valores nacionais ligados à guerra santa (jihad) até a libertação total da Palestina e implementação da lei islâmica (sharia). Dessa maneira, o movimento buscou reintroduzir o Islã na região em oposição ao nacionalismo secular5 da OLP, o que incluiu a construção de mesquitas, ensino religioso e suprimento das necessidades do povo palestino.

“O Hamas, portanto, confrontou o nacionalismo secular da OLP com um conceito nacional islâmico, que não precisava alterar os objetivos originais da OLP ou suas estratégias para alcançá-los, mas apenas sua islamização. Assim, em sua visão religiosa, objetivos políticos e preocupações comuns, o Hamas desafiou a reivindicação da OLP de ser o centro político exclusivo do povo palestino. O Hamas infundiu nacionalismo na religião, implicando assim uma reivindicação pela islamização da sociedade e do estado palestino. Isso implicou uma nova interpretação, ancorada na história muçulmana, dos parâmetros da luta contra Israel.” (MISHAUL; SELA, 2000, p. 15, tradução nossa).

Se a Primeira Intifada originou o Hamas, a Segunda, em 2000, consolidou-o em termos de poder e influência. Naquela ocasião, o Hamas recebeu permissão para conduzir operações militares contra Israel e, mais tarde, quando Mahmoud Abbas assume a presidência da Autoridade Palestina6 e adota uma solução política ao invés do combate, o Hamas mantém-se agarrado à segunda opção e consegue conquistar os corações dos palestinos após sucessos militares no enfrentamento das forças israelenses, o que impulsiona sua vitória nas eleições de 2006. Contudo, o Hamas ficou no poder por apenas um ano, pois foi expulso da Cisjordânia por Abbas com a ajuda do Quarteto do Oriente Médio (ONU, EUA, União Europeia e Rússia) e da Arábia Saudita. A partir de então, sua influência tem se restringido à Faixa de Gaza e sua atuação cada vez mais dificultada em virtude de cortes de financiamento, inclusive de países árabes. A comunidade internacional não possui um posicionamento homogêneo quanto à legitimidade do Hamas, sendo considerado para a maior parte dos países das Nações Unidas um grupo terrorista:

“A comunidade internacional está atualmente dividida sobre a legitimidade do Hamas. Por não hesitar em lutar contra Israel, o Hamas foi designado como organização terrorista por muitos países, incluindo os Estados Unidos (desde 1997), Canadá, União Europeia e Japão (embora este último tenha reconhecido a vitória eleitoral do Hamas), bem como Israel. Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Paraguai listam as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, a ala militar do Hamas, como uma organização terrorista. Outros países, incluindo Turquia, China, Rússia e Suíça (devido à sua neutralidade) não o veem como um grupo terrorista. Quanto aos estados árabes, apesar de não se declararem organização terrorista, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Jordânia não aprovam as políticas do grupo.” (USLU; KARATAŞ, 2020, p. 116, tradução nossa).

O Hamas em ação

Estruturalmente, o Hamas divide-se entre a ala política e militar, estando a primeira a governar a Faixa de Gaza e a última – tratada nesta seção do artigo – a combater o exército israelense. Apesar de incerto, estima-se que o movimento conta com um número expressivo de combatentes, entre 15.000 a 30.000 homens a depender da estimativa (USLU; KARATAŞ, 2020). Além disso, desde a sua criação, o Hamas gradualmente vem aumentando seu arsenal armamentício, o que inclui metralhadoras, bombas e, sobretudo, foguetes caseiros de curta distância e fáceis de construir, porém, capazes de atingir assentamentos israelenses quando lançados de locais da Faixa de Gaza. Dessa forma, o Hamas consegue minimamente manter-se como a principal organização de resistência palestina, embora isso cause traumas psicológicos e ceife vidas israelenses diariamente, além de colocar civis constantemente em risco por utilizarem instalações públicas, como escolas, mesquitas, hospitais e habitações para armazenamento de suas armas.

Em contrapartida, Israel construiu um sistema de defesa contra mísseis, o Domo de Ferro, que segundo a Força de Defesa Israelense possui uma taxa de sucesso de mais de 90%, o que permitiu um certo grau de normalidade principalmente para a população residente no sul do país, região fortemente castigada por esse tipo de ataque. Porém, alguns críticos do sistema afirmam que este prolonga ainda mais o conflito, como escreveu o cientista político israelense Yoav Fromer para o The Washington Post em 2014:

“Mas, com o tempo, o Domo de Ferro pode fazer-lhes mais mal do que bem. O que parece um milagre tático pode, acidentalmente, ajudar a gerar um grave erro estratégico. A tecnologia pode nos enganar fornecendo uma falsa sensação de segurança. Mas não pode – e não deve – tornar-se um substituto para uma diplomacia eficaz. E a capacidade do Domo de Ferro de proteger os israelenses de ataques periódicos de foguetes até agora nunca removerá a disputa e o descontentamento que produziram a motivação para lançá-los impiedosamente em primeiro lugar.” (THE WASHINGTON POST, 2014, tradução nossa).

Além disso, a partir de 1994, os ataques suicidas contra israelenses tornaram-se a marca registrada do Hamas. Sob a justificativa da reciprocidade às ações de Israel, o movimento afirma que tal prática só será abandonada mediante à declaração israelense de que suas investidas também cessarão. Mesmo com ofertas de negociações pelo Hamas no intuito de preservar a integridade física e mental dos dois lados, Israel manteve-se relutante em fazer negócios com “terroristas”. Dessa maneira, os ataques suicidas são usados estrategicamente em certas circunstâncias e configuram-se como a mais forte carta no baralho do movimento contra Israel, só sendo descartada – mesmo pressionado – com uma compensação de Israel.

“Esforços militares israelenses contínuos, juntamente com repressões repetitivas contra o Hamas pelas forças de segurança da Autoridade Palestina, não conseguiram destruir a capacidade do Hamas em empreender esses ataques. Pressões políticas e diplomáticas também foram exercidas sobre o Hamas pelo Egito, Jordânia e a Europa União para obrigar o movimento a deter esses ataques, pelo menos temporariamente.” (HROUB, 2006, p. 53-54, tradução nossa).

No entanto, conforme aponta Hroub (2006), no que tange a pontos como qualidade, quantidade e eficiência militar, o Hamas nunca representou uma ameaça séria para o Estado de Israel, o qual é fortemente financiado pelos Estados Unidos. Em conformidade com tal afirmação, o governo israelense alega ter detido o movimento, mas ambos os lados apresentam as suas próprias versões sobre quem está um passo à frente no conflito. Entretanto, só um fato é inquestionável: a maioria das vítimas nesta disputa são palestinas e a recente escalada do conflito demonstra e reforça isto, haja vista que até o cessar-fogo entre o Gabinete de segurança israelense e o Hamas em 21 de maio de 2021, a vida de aproximadamente 232 pessoas foram ceifadas na Palestina e 12 no lado de Israel (AL JAZEERA, 2021), porém, este número poderia ser maior, isto porque, Israel avisa os civis de Gaza sobre os bombardeamentos por meio de mensagens de texto, telefonema ou disparando bombas de baixo rendimento sobre os telhados, o que é visto por muitos ativistas como insuficiente, já que nem sempre isto ocorre ou é curto o espaço de tempo para evacuarem o local que estão.

Ainda assim, o Hamas segue confiante sobre as capacidades militares e força do grupo, alegando que ao longo da luta contra o inimigo tornou-se cada vez mais forte, preparado para uma possível guerra, além de apto a construir drones, submarinos e foguetes, mesmo estando sob bloqueio aéreo e naval imposto por Israel, o que os levam a afirmar que quanto mais resistirem, mais as forças israelenses recuarão (USLU; KARATAŞ, 2020).

Considerações finais

Apesar dos numerosos ataques e do bloqueio aéreo-naval de Israel à Palestina, o Hamas tem lutado para combater seu inimigo e reaver território que lhe fora tirado. Contudo, mesmo diante de algum sucesso em certas investidas, não atendeu às expectativas de seu povo ou ameaçou fortemente Israel. Sua atuação foi restringida à Faixa de Gaza pela Autoridade Palestina e os atores internacionais, sobretudo os Estados Unidos, que provêm capital, bem como armamentos pesados e sofisticados para as forças israelenses tecnologicamente muito superiores ao armamento caseiro e/ou contrabandeado sob posse do movimento. Ao que tudo indica e o desdobramento recente do conflito tem demonstrado, o lado mais fraco é o da Palestina. Porém, no que depender do Hamas, este continuará lutando contra Israel por acreditar que não há outra escolha.


1  Foram expedições de cunho religioso, econômico e militar realizadas pela Igreja Católica entre os séculos XI e XIII no intuito de conquistar a Terra Santa, como chamavam a Palestina.

2  Foi um dos Impérios mais duradouros da História, tendo seu começo na Idade Moderna com a queda de Constantinopla, centro do Império Bizantino, e findado com a derrota dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, entre as suas conquistas está a Palestina no século XVI.

3  Movimento político favorável à autodeterminação do povo judeu e à criação de um Estado nacional judaico. Em 1917, a Declaração Balfour, emitida pelo governo britânico, apoiou pela primeira vez a criação de “um lar nacional para o povo judeu na Palestina.”

4  O boicote dos países árabes pertencentes a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aos países que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur elevou o preço do barril de petróleo e, consequentemente, ocasionou a maior crise no sistema capitalista desde 1929, o chamado Choque do Petróleo.

5  Que não é religioso ou não é relativo à igreja. = CIVIL, MUNDANO, PROFANO, TEMPORAL. (PRIBERAM DICIONÁRIO, 2013).

6   Principal órgão governante dos palestinos desde de os Acordos de Oslo.


REFERÊNCIAS

FROMER, Yoav. The missiles keeping Israel safe may do more long-term harm than good. 2014. The Washington Post. Disponível em: <https://www.washingtonpost.com/posteverything/wp/2014/07/14/the-missiles-keeping-israel-safe-may-do-more-long-term-harm-than-good/>. Acesso em: 9 jun. 2021.

HROUB, Khaled. Hamas: A beginner’s guide. Londres: Pluto Press, 2006.

McCOY, Terrence. Why Hamas stores its weapons inside hospitals, mosques and schools. 2014. The Washington Post. Disponível em: <https://www.washingtonpost.com/news/morning-mix/wp/2014/07/31/why-hamas-stores-its-weapons-inside-hospitals-mosques-and-schools/>. Acesso em: 9 jun. 2021.

MISHAL, Shaul; SELA, Avraham. The Palestinian Hamas: vision, violence, and coexistence. Nova Iorque: Columbia University Press, 2006.

USLU, Nasuh; KARATAS, Ibrahim. Evaluating Hamas’ Struggle in Palestine. Insight Turkey, [S.L.], v. 22, n. 1, p. 109-124, mar. 2020. Insight Turkey/SETA Vakfi. http://dx.doi.org/10.25253/99.2020221.08. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/340117515_Evaluating_Hamas’_Struggle_in_Palestine>. Acesso em: 04 jun. 21.

RASHEED, Zaheena; ALSAAFIN, Linah; SIDDIQUI, Usaid. Celebrations in Gaza as ceasefire takes hold. 2021. Al Jazeera. Disponível em: <https://www.aljazeera.com/news/2021/5/20/death-destruction-in-gaza-as-israel-defies-truce-call-live>. Acesso em: 05 jun. 2021.

THE STRAITS TIME. ‘Roof knocking’: israel bombardment warning system under scrutiny in gaza conflict. Israel bombardment warning system under scrutiny in Gaza conflict. Disponível em: <https://www.straitstimes.com/world/middle-east/roof-knocking-israel-warning-system-under-scrutiny-in-gaza-conflict>. Acesso em: 9 maio 2021.

Giovana Machado

Estudante de Relações Internacionais na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Tem interesse em Direitos Humanos e Segurança Internacional.

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