Entrevista com o Embaixador da Finlândia, V. Ex.ª Jouko Leinonen

Entrevista com o Embaixador da Finlândia, V. Ex.ª Jouko Leinonen

O Dois Níveis tem a honra de apresentar para seus leitores entrevista exclusiva com o então embaixador da Finlândia no Brasil, V. Ex.a Jouko Leinonen. A entrevista foi uma das últimas atividades do Senhor Leinonen como embaixador finlandês em Brasília, uma vez que seu mandato acabou no dia 15 de agosto de 2022.

A Finlândia é uma parceira história do Brasil há mais de 100 anos, mesmo antes do estabelecimento diplomático entre os dois países. A entrevista a seguir abordou os mais diferentes temas que concernem a política externa finlandesa: participação e liderança dentro da União Europeia, políticas ambientais, integração regional nórdica, parceria e inserção da Finlândia na OTAN e, por fim, o histórico e o futuro do relacionamento Brasília-Helsinque.

Gostaria de agradecer em especial o próprio Embaixador Jouko Leinonen por conceder-nos seu tempo na realização dessa entrevista. Agradeço também toda a equipe da Embaixada da Finlândia no Brasil, em especial Isabela Vieira de Oliveira, Coordenadora de Comunicação e Cultura da Embaixada, e Taru Juurikko, Assessora Consular, que mediaram o contato com o Embaixador. Gostaria de agradecer também toda a equipe do 2N Entrevistas – Priscila Teixeira, Camila Cavalcanti, Eduardo Gabriel Moncada e Debora Bregalda. E, por fim, Thiago Barros, idealizador e ex-Diretor Executivo do Dois Níveis, por colaborar com a presente entrevista. Agora, desejo uma excelente leitura para todos.

Sr. Jouko Leinonen, Embaixador da Finlândia no Brasil

O Embaixador Leinonen ingressou no Ministério das Relações Exteriores da Finlândia como diplomata de carreira em 1996 e ocupou vários cargos antes de ser nomeado Embaixador no Brasil em setembro de 2018. Trabalhou no MFA como Diretor para os países da África Austral e Ocidental no Departamento de África e Oriente Médio (2015-2018) e anteriormente como Conselheiro do Departamento de Assuntos Globais, onde foi responsável por questões de comércio e desenvolvimento. O Embaixador Leinonen também trabalhou com assuntos europeus no Secretariado da UE em Helsinque, bem como na Representação Permanente junto da UE em Bruxelas (2008-11). Depois disso, foi nomeado Ministro da Embaixada em Paris com responsabilidade especial pelos assuntos econômicos e financeiros (2011-2015). Ele também atuou como Chefe de Missão Adjunto na Embaixada da Finlândia em Abu Dhabi (1997-2000) e Brasília (2000-04).

Antes de ingressar no MFA, o embaixador Leinonen trabalhou como consultor na Accenture. Ele possui mestrado finlandês em Engenharia (Univ. de Tecnologia de Helsinque) e em Ciências Políticas (Univ. de Helsinque), bem como bacharelado francês em Economia (Montpellier I) e em História (Montpellier III).

O Embaixador Leinonen terminou o mandato no Brasil em 15 de agosto de 2022. Ele inicia sua missão na Bélgica em 1º de setembro de 2022.

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ENTREVISTA COM O EMBAIXADOR DA FINLÂNDIA NO BRASIL, V. Ex.ª JOUKO LEINONEN

Dois Níveis: Em dezembro de 1917 a Finlândia proclamou a sua independência, que foi reconhecida pelo Brasil já em dezembro de 1919, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial. Já em 1929 as relações diplomáticas bilaterais se iniciaram, e em 1937 a delegação finlandesa foi aberta na então capital brasileira, no Rio de Janeiro. Entretanto, já havia interações entre brasileiros e finlandeses – Dom Pedro II visitou o país em 1876 e, durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil doou 10.000 sacas de café para os finlandeses. Como o senhor considera o histórico de relações Brasil-Finlândia? Podemos afirmar que ao iniciar as relações bilaterais entre os dois países, já havia uma amizade entre os povos?

Embaixador Leinonen: As relações entre a Finlândia e o Brasil são boas desde o início. Desde o estabelecimento das relações diplomáticas em 1929, a distância entre nossos países tornou-se ainda mais estreita. O presidente Martti Ahtisaari fez a primeira visita oficial de chefe de Estado entre os dois países em 1997. Desde então, os líderes da Finlândia e do Brasil se reuniram em várias visitas. As relações diplomáticas entre nossos países também se fortaleceram e, além da embaixada, a Finlândia possui um consulado e vários consulados honorários no Brasil. Os cidadãos finlandeses sempre tiveram grande interesse pelo Brasil, o que levou ao estabelecimento da colônia de Penedo em 1929.

Em nossa opinião, as relações calorosas entre nossos países também se refletiram na cooperação e nas relações comerciais ao longo dos anos. Temos cooperado especialmente nas áreas de educação, ciência, tecnologia e pesquisa, e muitas universidades finlandesas têm acordos de cooperação em pesquisa e intercâmbio de estudantes com universidades brasileiras. Além dessa cooperação, mais de 50 empresas finlandesas operam no Brasil, e inúmeras empresas finlandesas têm forte interesse em estabelecer conexões com o Brasil. O comércio entre nossos países cresceu e o Brasil é o parceiro comercial mais importante da Finlândia na América do Sul.

Dois Níveis: Nos últimos anos, a Finlândia tem estado entre os países pioneiros da União Europeia em iniciativas coletivas sobre economia verde. De que forma o conhecimento de medidas e atividades sustentáveis podem ser compartilhados com países com estrutura semelhante a do Brasil?

Embaixador Leinonen: Acreditamos que as inovações tecnológicas e sociais são a chave para encontrar soluções que funcionem na Finlândia e fora. Na Finlândia, legislação e soluções desenvolvidas em conjunto pelos setores público e privado sempre desempenharam um papel central para desenvolver soluções de problemas ambientais. Quase metade dos finlandeses vivem em municípios que pretendem ser neutros em carbono até 2030. As cidades e municípios finlandeses desenvolveram redes ativas, nacionais e internacionais, para compartilhar as melhores práticas. Também, as empresas finlandesas estão se esforçando para promover uma mudança estrutural que garanta um futuro mais sustentável.

Educação, tecnologia, ciência e inovação são nossos aliados na busca de soluções abrangentes para o enfrentamento das mudanças climáticas. Nossa missão é desenvolver soluções que funcionem em escala global. Para fazer isso, precisamos nos conectar, encontrar parceiros e adotar uma abordagem sistêmica globalmente. Estamos prontos para compartilhar know-how e lições aprendidas para mudar o futuro.

A cooperação em educação, ciência, tecnologia e pesquisa entre Finlândia e Brasil tem ganhado cada vez mais relevância. Em 2008, instituições finlandesas e brasileiras da área, entre elas a Academia da Finlândia e o conselho de tecnologia do CNPq, firmaram um acordo de cooperação. Em 2012, a Academia da Finlândia também firmou um acordo com a FAPESP, financiadora de pesquisas do estado de São Paulo.

O Brasil é o parceiro comercial mais importante da Finlândia na América do Sul, com uma participação de aproximadamente 45% no comércio de mercadorias da Finlândia com o continente. Em 2016, havia 55 subsidiárias de empresas finlandesas no Brasil. Muitas das empresas finlandesas que operam no Brasil são líderes em inovação e oferecem soluções ecologicamente mais sustentáveis para as necessidades de seus clientes. A Finlândia tem uma boa reputação no Brasil, especialmente na educação e inovação.

Dois Níveis: Em muitas situações, as populações nórdicas compartilham o mesmo padrão de comportamento e preferências políticas, influenciadas pelo que alguns autores chamam de “nordicidade”, ou do inglês, “nordicness”. Como a identidade nórdica molda a inserção internacional da Finlândia?

Embaixador Leinonen: A cooperação nórdica é a cooperação regional mais antiga do mundo. A cooperação nórdica inclui todos os cinco países nórdicos, bem como Åland, as Ilhas Faroé e a Groenlândia. Nos últimos anos, a cooperação com os países bálticos também aumentou. Os países nórdicos são os parceiros mais naturais da Finlândia. A cooperação entre os países nórdicos tem uma longa tradição.

Os países nórdicos compartilham história, cultura e sistema social. Os idiomas também se assemelham –  com exceção do finlandês, que tem outra raíz linguística.  O modelo nórdico é largamente construído sobre uma tradição onde prevalecem a democracia forte, o Estado de regra de lei, a igualdade, a liberdade de expressão, a tolerância e a atividade e participação da sociedade civil, o pensamento voltado para a sustentabilidade e o trabalho intencional de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

O Conselho Nórdico de Ministros é o órgão oficial de cooperação dos governos nórdicos. A colaboração é baseada no acordo de cooperação entre os países nórdicos, o Acordo de Helsinque (1962). O trabalho do Conselho de Ministros é apoiado pelo secretariado localizado em Copenhague, cuja secretária-geral é atualmente a finlandesa Paula Lehtomäki.

A cooperação nórdica se estende para vários setores além do Conselho de Ministros, como, por exemplo na política externa e de segurança (N5), política de defesa (NORDEFCO) e cooperação de resgate de Haga. Os ministros do desenvolvimento, comércio exterior e transporte também desenvolvem sua própria cooperação nórdica. As instituições nórdicas, das quais existem cerca de 20 em diferentes países nórdicos, também pertencem essencialmente à cooperação.

Em agosto de 2019, os primeiros-ministros dos países nórdicos anunciaram uma visão conjunta, segundo a qual a região nórdica se tornará a região mais sustentável e integrada do mundo até 2030. Central para a cooperação nórdica é o trabalho em direção a um estado de bem-estar sustentável para o clima, roteiros de neutralidade de carbono e investimentos verdes.

Dois Níveis: Ainda na temática de integração regional nórdica, em novembro de 2017 a Advisory Board for Defence Information (ABDI) realizou uma pesquisa de opinião com a população finlandesa. Nela, foram perguntados quais fatores mais aumentam a segurança da Finlândia. No topo da lista, figurou a cooperação nórdica em defesa (com 83%, ante 79% em 2016), na frente mesmo de defesa comum da União Europeia (70%), filiação à União Europeia (62%) e filiação à OTAN (29%). Estes números demonstram a centralidade da cooperação nórdica para a segurança finlandesa?

Embaixador Leinonen: A cooperação nórdica em política externa e de segurança tem uma longa história, embora cada país desenvolva sua própria estratégia de defesa. A colaboração tem sido efetuada, por exemplo, em operações de manutenção da paz e gestão de crises e para promover os direitos humanos.

Nos últimos anos, por exemplo, a cooperação nórdica em política externa, segurança e defesa aumentou e se diversificou devido à situação de segurança enfraquecida no Mar Báltico e áreas próximas. A parceria é conduzida amplamente por diferentes autoridades e na maioria das vezes é bastante concreta. Um bom exemplo é a cooperação nórdica em defesa, a  Nordefco.

Ao atuar em conjunto com base em interesses comuns, os países nórdicos podem fortalecer a segurança de sua própria região e aumentar sua contribuição para a promoção da segurança global. Existe um amplo apoio político e público para a cooperação nórdica em política externa, segurança e defesa.

Dois Níveis: A Advisory Board for Defence Information publicou, em 18 de maio de 2022, seu mais novo relatório de entrevistas com a população finlandesa, na qual 59% responderam ver positivamente a afiliação à OTAN (contra 31% em 2021), assim como 63% afirmaram ver positivamente a afiliação à União Europeia. O apoio da opinião pública foi fundamental para o processo de adesão da Finlândia à OTAN?

Embaixador Leinonen: A Finlândia está fortemente comprometida com a resolução pacífica de conflitos e tem uma longa história de prevenção de conflitos e mediação internacional de paz.

A Finlândia é parceira da OTAN desde 1994 e, desde então, tem sido ativa, contribuindo em operações e missões nos Balcãs, Afeganistão e Iraque. Seguindo a invasão não provocada da Ucrânia pela Rússia, a OTAN, a Finlândia e a Suécia reforçaram ainda mais a cooperação, com especial ênfase na garantia da segurança na região do Mar Báltico.

A Finlândia dá o passo da adesão à OTAN para reforçar não só a sua própria segurança, mas também para reforçar a segurança transatlântica mais ampla. A forte resiliência da Finlândia, baseada em um modelo de segurança abrangente, fortaleceria a OTAN. A sociedade finlandesa é preparada para enfrentar crises. As forças armadas finlandesas são uma das mais fortes da Europa e são interoperáveis com a OTAN. A disposição dos finlandeses para defender o país e a nação é uma das mais altas do mundo. A Finlândia daria uma forte contribuição para o trabalho da OTAN nas áreas de defesa cibernética, combate a ameaças híbridas e tecnologias emergentes.

A decisão de apresentar um pedido de filiação à OTAN foi decidida pelo parlamento, que é eleito por voto popular direto. Os resultados das últimas pesquisas de opinião mostram que a adesão tem um sólido apoio público na Finlândia.

Dois Níveis: Em outubro de 1994, ocorreu um referendo na Finlândia questionando a população se gostariam de participar da União Europeia. Com a aprovação da maioria, em 1995 o país ingressou no bloco, juntamente com Suécia e Áustria. Já entre julho e dezembro de 1999, a Finlândia assume pela primeira vez a presidência do Conselho da União Europeia – o que veio a se repetir em 2006 e em 2019. Quais são os principais valores que a diplomacia finlandesa busca alçar na liderança do bloco?

Embaixador Leinonen: A Presidência finlandesa do Conselho da União Europeia decorreu de 1 de julho a 31 de dezembro de 2019. A tarefa da Presidência era liderar os trabalhos do Conselho e representá-lo nas suas relações com as outras instituições da UE. Em junho, o governo finlandês escolheu “Europa Sustentável – Futuro Sustentável” como tema da Presidência.

Foram definidas quatro prioridades para a Presidência: valores comuns e o Estado de regra de lei como base da UE; uma UE competitiva e socialmente inclusiva; a UE como líder global do clima; e proteger a segurança dos cidadãos de forma abrangente.

Sob a liderança da Finlândia, a UE fortaleceu o Estado de regra de lei e desenvolveu ferramentas para evitar o surgimento de problemas de Estado de regra de lei. Foram dados passos importantes para melhorar a luta contra a corrupção e a fraude.

Sob a liderança da Finlândia, foi elaborado um relatório sobre a estratégia da UE para o crescimento sustentável, incluindo prioridades políticas no mercado único, digitalização e competências, investigação e inovação e política industrial moderna. A Finlândia deu início a um debate na UE sobre a “economia do bem-estar”, centrado na relação de apoio mútuo entre a economia e o bem-estar das pessoas. Destina-se a garantir que a UE se torne a principal economia neutra – em termos de clima – , além de a mais competitiva e socialmente inclusiva do mundo. A Presidência finlandesa foi também a primeira a organizar uma reunião conjunta dos Ministros das Finanças e da Educação da UE, que incidiu sobre a importância da educação, formação e competências na construção de uma base sólida para a economia.

As discussões se concentraram em questões como a transição justa para uma economia neutra em relação ao clima, redução de emissões de CO2 nos setores de transporte e energia, segurança alimentar e sequestro de carbono do solo na agricultura. Procuramos um reforço da política da UE para o Ártico a partir de uma série de perspectivas, além de promover a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável via cooperação horizontal.

O objetivo da Finlândia era fortalecer a segurança interna e externa da UE, a fim de garantir a segurança dos cidadãos de forma abrangente. A Presidência finlandesa impulsionou o debate sobre os efeitos da digitalização e da inteligência artificial no setor da defesa, além da influência dos aspectos climáticos na segurança e defesa do bloco.

Todos os encontros e reuniões que aconteceram durante a presidência da Finlândia seguiram princípios de sustentabilidade. Ao todo, foram realizadas 131 reuniões. A pegada de carbono das reuniões durante a presidência finlandesa foi reduzida em cerca de 70%, em comparação com outras gestões. O dinheiro tradicionalmente reservado para presentes presidenciais foi usado para compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas por viagens de ida e volta para as reuniões. 

Dois Níveis: Apesar do relacionamento bilateral Brasil-Finlândia ter completado 100 anos no ano de 2019, a intensificação do contato político entre as duas nações veio a se fortalecer na década de 1990, com a vinda do presidente finlandês e ganhador do Nobel da Paz Senhor Martti Ahtisaari. Na ocasião, em fevereiro de 1997, o então Chefe de Governo finlandês exaltou a amizade histórica entre os dois países e a reputação altíssima que o Brasil tem como amigo da Finlândia. Na ocasião, o presidente Ahtisaari citou que o objetivo da visita foi desenvolver e diversificar a relação com o Brasil. Com o avanço das interações Brasília-Helsinque, podemos afirmar que os objetivos citados pelo presidente Ahtisaari foram cumpridos?

Embaixador Leinonen: O discurso de Ahtisaari em 1997 mostra o início do desenvolvimento das relações que temos hoje. As relações calorosas entre nossos países permaneceram e a cooperação comercial foi fomentada. Desenvolvemos negócios conjuntos nos setores mencionados por Ahtisaari, como indústria florestal e tecnologia da informação. Já na década de 1990, a Finlândia ganhou consciência das possibilidades da região do Mercosul como parceiro comercial e ainda vê o acordo de livre comércio UE-Mercosul como um potencial. Reuniões oficiais e visitas de delegações de empresas iniciadas por Ahtisaari também desenvolveram a promoção de objetivos comuns e a manutenção de boas relações. 

Dois Níveis: Como o senhor avalia o potencial futuro das relações Brasil-Finlândia? O que pode ser feito para incrementar essas relações?

Embaixador Leinonen: O Brasil é o parceiro econômico mais importante da Finlândia na América Latina, e tanto as empresas finlandesas quanto as brasileiras estão interessadas em aumentar ainda mais essa relação. Na cooperação entre regiões, no futuro, também será dada atenção à cooperação UE-Mercosul e ao desenvolvimento da parceria estratégica entre a UE e Brasil. Ambas as áreas são importantes uma para a outra.

A Finlândia e o Brasil poderiam promover a cooperação em assuntos de interesse de ambos os países, incluindo tecnologia da informação e telecomunicações, bioeconomia e economia circular, educação, energia e indústria metalúrgica e mineira. A Finlândia possui muito know-how tecnológico e de inovação, dos quais diversos setores industriais do Brasil podem se beneficiar. O desejo por inovação, além da capacidade das empresas brasileiras são muito significativos. Como disse anteriormente, uma forma importante de cooperação entre Finlândia e Brasil é em pesquisa, ciência e tecnologia. Também acredito que podemos promover ainda mais o intercâmbio de estudantes e trabalhadores qualificados entre os dois países.

Gustavo Milhomem

Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás. Idealizador do Dois Níveis.

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