ALEMANHA: O FIM DA ERA MERKEL E O FUTURO

ALEMANHA: O FIM DA ERA MERKEL E O FUTURO

Foto: Picture Alliance/DPA

Depois de 16 anos, a Alemanha se prepara para uma nova era, sem Angela Merkel. Ela foi a primeira mulher a comandar a maior economia da Europa e a mais longeva no poder depois de Otto von Bismarck, no século XIX, e de seu mentor político Helmut Kohl, que comandou o país de 1982 a 1998. E ainda foi, por muitos, considerada uma das lideranças femininas mais influentes da atual geração, e uma das grandes responsáveis pelo fortalecimento da União Europeia.

Neste período, ela conduziu uma das nações mais poderosas do planeta com um estilo e condutas que dividiram opiniões, dentro e fora do país. Na parte econômica, Merkel teve como marca a austeridade fiscal, e politicamente mostrou habilidade para negociar e conciliar quando foi necessário, com um perfil sempre ponderado. E principalmente, quebrou paradigmas em um país onde a política é histórica e amplamente dominada por homens.

Agora, não apenas a Alemanha, mas o mundo acompanha atenciosamente o desfecho da Era Merkel e volta suas expectativas para o novo governo, que certamente vai balizar as decisões do bloco europeu. E este artigo do Dois Níveis irá abordar questões ligadas ao trabalho de Angela Merkel, além de trazer uma análise dos desafios que virão pela frente. Neste contexto, cabe entender e conhecer um pouco mais sobre Angela Merkel antes de dissertar mais sobre alguns momentos de sua atuação.

Quem é Angela Merkel?

Angela Dorothea Merkel nasceu em 17 de julho 1954 na cidade de Hamburgo, cidade da Alemanha Ocidental na época. No entanto, foi criada na Alemanha Oriental (o lado socialista). Sua entrada na política coincidiu com a queda do Muro de Berlim, em 1989, quando filiou-se à União Democrata Cristã (CDU). No governo alemão, exerceu os cargos de ministra das Mulheres e Jovens, Meio Ambiente e Segurança Nuclear (TEAM DAYLIGHT, 2021, p. 1).

Foi presidente da legenda de 2000 a 2018. Enfrentou dificuldades pela inexperiência e falta de carisma, segundo especialistas. No entanto, foi gradualmente conquistando espaço e respeito no país, diante da sua inteligência, capacidade de articulação e disposição para o trabalho (TRILHA DO CONHECIMENTO, 2019, p.62).

Suas qualidades a tornaram uma parlamentar influente e logo foi indicada ao cargo de chanceler em 2005 pela CDU, um partido considerado conservador, porém o mais forte da Alemanha, que indicou a grande maioria dos chanceleres (GOETHE, 2016). Foi reconduzida ao cargo em 2009, 2013 e 2017.

Bandeira da Alemanha. Foto: Capri23auto/Pixabay/Canva

A Alemanha  

A República Federal da Alemanha (nome herdado da Alemanha Ocidental) tem 83 milhões de habitantes, sendo o país mais populoso da União Europeia. É uma democracia parlamentar, com um presidente que exerce o papel de chefe de Estado (Frank-Walter Steinmeier, no cargo desde 2017), e a chanceler, que tem status de primeira-ministra e chefe de Governo, no caso Angela Merkel. A chanceler tem maior poder político que o presidente, cuja representatividade é mais alta apenas em situações mais protocolares (DEUTSCHLAND, 2020).

A capital da Alemanha é Berlim, com 3,7 milhões de habitantes, que também é a maior cidade do país e, ao mesmo tempo, um dos 16 estados federados. Em extensão territorial, é o terceiro maior país da União Europeia (atrás de França e Espanha), com 357 mil km², e faz fronteira com nove países: Dinamarca, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça, Áustria, República Tcheca e Polônia (DEUTSCHE WELLE, 2021).

Localização da Alemanha na Europa. Foto: Anthony Beck/Canva

Liderança eficiente, líder sem carisma

Como país mais rico da União Europeia, é natural que a Alemanha tenha influência maior do que outras nações no âmbito internacional. E muitos posicionamentos acabam se tornando desafios. Merkel tinha uma postura antagônica à do seu antecessor, Gerhard Schröder. Ele era midiático, carismático, enquanto ela prezava pela privacidade e adotava um estilo low profile (o que incomodava a mídia), preocupando-se mais em “governar” e menos em “aparecer”, relata Kitchen (2013, p. 794).

Se por um lado a conduta gerava críticas da imprensa e definições como falta de liderança, o comportamento simples, mas direto, agradava o público em geral e personalidades no país e no exterior (2013, p. 794). Lewis (2021, p. 4), ao analisar o livro The Remarkable Odyssey of Angela Merkel, de Kati Marton, faz alusão à sinceridade e a autocrítica da chanceler, ao não se definir como uma política carismática e midiática.

O embaixador do Brasil na Alemanha, Roberto Jaguaribe, destaca, além da competência e habilidade política de Merkel, sua resiliência psicológica, em que “nada a afeta pessoalmente”, e a “capacidade de se esconder”, qualidade que a fez representar a Alemanha muito mais que a si própria com primazia, priorizando sempre o aparecimento do Estado (CEBRI, 2021). Olsson (2020, p. 9-10) lista quatro características marcantes do estilo da chanceler: diplomacia, diligência, determinação e dever.

Chegada ao poder e desafios

Gerhard Schröder, estava com a imagem desgastada diante do descontentamento com sua gestão e sua legenda. O Partido Social-Democrata (PSD), perdia terreno no país e acabou sendo derrotado pela coalizão formada pela CDU e pela União Social-Cristã (CSU), que elegeu Merkel, com margem apertada. CDU, CSU e SPD acabaram formando “uma grande coalizão” (KITCHEN, 2013 p. 793).

Um dos legados deixados por Schröder e mantido por Merkel foi a “Agenda 2010”, que propunha um conjunto de reformas estruturais para a retomada do crescimento econômico do país, que vivia uma crise no princípio dos anos 2000 (SCHÖDER, 2003). A recuperação veio, embora de forma lenta no início da gestão Merkel, porém foi interrompida com a crise financeira internacional de 2008. Para Michael Dauderstädt (NUSO, 2013), a Alemanha suportou esse período de recessão e, na avaliação de observadores, este fato foi atribuído às reformas da Agenda e à força industrial alemã.

Na crise do Euro, a postura de Merkel em relação à situação de países em grave situação econômica como a Grécia gerou críticas, com uma política aprovada pelos governos, mas reprovada pela população. Um exemplo neste episódio foi o sentimento dos alemães, indignados com o fato de os impostos “financiarem a bancarrota grega”, relata Beck (2021, posição 255). Ou pelo fato da crise ser, não apenas em Atenas, mas em toda a Europa, aumentar a resistência contra uma política de combate à crise que beneficiasse os bancos e os ricos e impositiva para os “remediados e os mais pobres” (Idem, 2012, posição 255). Mas Beck define da seguinte forma a virada de jogo de Merkel (2012, posição 877).

“Face às catástrofes ameaçadoras, abrem-se possibilidades (Maquiavel designou a oportunidade histórica por occasione), que um homem (uomo virtuoso) — ou uma mulher — com talento para o poder pode aproveitar. Foi precisamente isso que Angela Merkel fez. Ela aproveitou a ocasião e reestruturou as relações de poder na Europa.” (BECK, 2012, posição 876).

Contudo, seus maiores desafios, avaliados por ela mesma nestes 16 anos no poder, foram dois. O primeiro foi lidar com a crise dos refugiados em 2015 e 2016. O segundo foi a pandemia do coronavírus que começou no ano passado (DEUTSCHE WELLE, 2021). A questão migratória foi mais um momento de pressão enfrentado por Angela Merkel e lhe causou desgaste político, por sua posição favorável ao recebimento de refugiados principalmente da Síria, indo na contramão de outros países da UE e da Rússia, relata Trippe (DEUTSCHE WELLE, 2016).

Além da oposição de outros países, também enfrentou protestos internos da população, que foi às ruas mostrando um sentimento xenófobo (OLSSON, 2020, p. 13). Mas Merkel manteve sua posição de aceitar os refugiados a partir do lema “Wir schaffen das!” (Nós podemos fazer isso), segundo Liguori e Bergamaschi (2017, p. 4). Eles também ressaltam uma outra característica de Merkel: agir no momento necessário.

“A política de ‘empurrar com a barriga’, adotada por Merkel, tem sido a imagem mais ressonante de seu governo. Com os imigrantes, a estratégia foi bem próxima. Hans Kundnani, em reportagem ao El País no ano de 2016, afirma que a chanceler, ‘Seguindo seu costume, esperou todo tempo que pôde – durante vários anos de agravamento do conflito sírio, a Alemanha fez muito pouca coisa enquanto os refugiados chegavam à Grécia e à Itália – e só reagiu, mais do que agiu, quando foi necessário.’” (LIGUORI E BERGAMASCHI, 2017, p. 6).

Esta foi mais uma prova da resiliência de Merkel frente às críticas sobre certas posições adotadas pela chanceler (considerada por opositores ou analistas como uma certa passividade). Ela ainda seria reeleita em 2017. Mas a questão dos refugiados, juntamente com o BREXIT (saída do Reino Unido na União Europeia), podem ser considerados fatores contribuintes para a perda de força da CDU na Alemanha e da influência de Angela Merkel e isso se refletiu em 2021.

Por fim, a gestão de Merkel seria mais uma vez posta à prova com a Covid-19. Merkel já havia anunciado que não concorreria mais ao pleito eleitoral alemão, mas o alastramento da pandemia exigiu novamente medidas mais rígidas. Junior (2021, p. 3) descreve o reconhecimento até mesmo dos partidos de oposição à forma exemplar como Angela conduziu a situação. Fabbi (2021, p. 5), reforça as características da chanceler ao definir sua postura ao lidar com o coronavírus.

“Em 2019, depois do anúncio de sua retirada, começou uma pandemia que requereu uma grande capacidade de liderança em todo o mundo. Merkel impressiona, por uma parte, pelo grau de competência com que enfrenta a crise sanitária na Alemanha e, por outra, pela capacidade política e diplomática que lhe permite levar o que seja lembrado como sua obra mestra política em nível europeu: o Fundo de Recuperação.” (FABBI, 2021, p. 5).

A hora de parar

Merkel conseguiu lidar com as crises econômicas no país e promoveu uma recuperação, reduzindo as taxas de desemprego e adotando uma austeridade fiscal que, como dito anteriormente, dividiu opiniões. Mas o legado econômico não foi suficiente para que ela elegesse um sucessor nas eleições de setembro. A princípio, a aposta natural era de que ela conseguisse eleger um sucessor de seu partido, a CDU, e a pessoa para confirmar a previsão para a chancelaria seria Armin Laschet, visto com desconfiança pela opinião pública e com posições divergentes de sua primeira-ministra por conta da pandemia do coronavírus (R7, 2021).

Não foi o que aconteceu. A CDU, que desde os tempos de divisão da Alemanha não elegeu um chanceler apenas em 1972 e 1998, amargou mais uma derrota. Provavelmente, o resultado é reflexo do mau resultado nas eleições regionais de 2018 (um ano antes, a legenda também já não mostrou a mesma força de eleições federais) e estes fatores influenciaram a decisão de Merkel. (UOL, 2021).

Resultado das eleições na Bundestag, a Câmara dos Deputados, que elege o primeiro-ministro.

No país, o candidato do partido eleito para o posto de primeiro-ministro precisa obter a maioria dos votos no Bundestag (a Câmara dos Deputados) para então formar a coalizão que governará o país. E o escolhido inicia seu governo somente depois de confirmada a formação da aliança com o apoio de 50% mais 1 voto dos deputados. Para entrar no Parlamento, é preciso um mínimo de 5% dos votos (KAS BRASIL, 2021).

Neste contexto, o eleito foi Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SDP), vice-chanceler e ministro das Finanças do atual governo, que agora negocia a formação do governo. Em razão das cores como uma das marcas dos partidos, na Alemanha é comum dar nomes às coalizões.

Inicialmente, três alternativas de coalizões eram cogitadas: a Coalizão Rubro-Negra, que seria composta por SPD (vermelha) e CDU (negra); Coalizão Jamaica (referência às cores do país), formada por CDU, Partido Liberal Democrata (FDP, de cor amarela) e os Verdes (Die Grünen); e a Coalizão Semáforo, uma alusão às cores dos sinais de trânsito, formada pelo SPD, Die Grünen e o FDP. Esta última foi anunciada nesta semana para formar o governo e finalizar oficialmente a Era Merkel, o que deve acontecer ainda em 2021 (DEUTSCHE WELLE, 2021).

Considerações finais: legado e desafios

Angela Merkel e seu sucessor, Olaf Scholz. Foto: PA/DPA

Angela Merkel deixa um legado político e econômico e entrega a Alemanha em boas condições financeiras, com menos desemprego e uma retomada econômica depois das crises com as quais ela conviveu, além de uma posição estratégica de liderança tanto nos temas continentais como no âmbito internacional. Além disso, a influência de Merkel e da Alemanha certamente deverá servir de parâmetro para o futuro comandante, mesmo que alguns analistas considerem que ela tenha pecado na parte política.

Obviamente, nenhum líder é unanimidade e talvez ela tenha perdido alguns pontos. Ao defender de forma veemente o fortalecimento da UE, conclui-se que a questão do BREXIT foi um fator negativo e uma importante perda. Ela também sofreu duras críticas por aceitar mais de um milhão de refugiados, embora importantes nações a tenham apoiado nesta iniciativa. A questão ambiental foi outro quesito a qual ela poderia ter dado mais ênfase, pelo menos no âmbito interno (reduzindo a dependência do carvão), uma vez que sua liderança internacional em torno de ações que reduzam as emissões de gases poluentes foi corroborada por outros líderes.

A agenda ambiental certamente será um dos desafios do próximo governo, principalmente por conta da participação dos Die Grünen na coalizão, juntamente com as agendas econômica, política e internacional. Neste contexto, um dos desafios de Scholz será conciliar os interesses pela economia verde e os pensamentos liberais, que pregam menos austeridade fiscal. O novo chanceler terá de arbitrar este jogo de propostas. Sem falar na nova onda de Covid-19 que chegou à Europa, outro desafio que o futuro governo terá de administrar para a situação não fugir do controle.  

Habilidade de negociação não deverá ser um problema para Scholz, um experiente político de carreira. Seu primeiro passo será o de conquistar oficialmente o apoio necessário no Bundestag, que não deve ser um grande obstáculo, pois na Alemanha dificilmente há uma minoria para impedir os planos e projetos da coalizão federal. Scholz será comparado à sua antecessora no início de seu mandato, por conta do período de adequações que os alemães terão de viver até se acostumarem ao seu jeito de governar.

Referências bibliográficas 

BECK, Ulrich. A Europa alemã: A crise do euro e as novas perspectivas de poder. Paz e Terra. 2012. Edição do Kindle. © Suhrkamp Verlag Berlin, 2012. Copyright da tradução © Editora Paz e Terra, 2015. Edição do Kindle.       

CENTRO BRASILEIRO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS. A Alemanha votou: primeiros resultados e análises. Disponível em < https://www.cebri.org/br/evento/415/a-alemanha-votou-primeiros-resultados-e-analises>. Acesso em 22/11/2021.

DEUTSCHE WELLE. Crise migratória pode custar posto de Angela Merkel. Disponível em<https://www.dw.com/pt-br/opini%C3%A3o-crise-migrat%C3%B3ria-pode-custar-posto-de-merkel/a-19048411>. Acesso em 23/11/2021.

DEUTSCHE WELLE. Território. Disponível em < https://www.dw.com/pt-br/territ%C3%B3rio/a-952072>. Acesso em 21/11/2021.

DEUTSCHE WELLE. “Semáforo alemão” é reação aos autoritários do mundo. Disponível em <https://www.dw.com/pt-br/opini%C3%A3o-sem%C3%A1foro-alem%C3%A3o-%C3%A9-rea%C3%A7%C3%A3o-aos-autorit%C3%A1rios-do-mundo/a-59935824>. Acesso em 25/11/2021.

DEUTSCHLAND. Alemanha Sinopse. Disponível em < https://www.deutschland.de/pt-br/alemanha-sinopse>. Acesso em 20/11/2021.

DEUTSCHLAND. News. Disponível em < https://www.deutschland.de/pt-br/news >. Acesso em 22/11/2021.

FABBI, Madalena. El legado de Angela Merkel. Observatorio de Europa Comunitaria. Disponível em <http://repositorio.ub.edu.ar/bitstream/handle/123456789/9238/21-09-27-EC-OP1.pdf?sequence=1&isAllowed=y >. Acesso em 24/11/2021.

GERHARD SCHRÖDER. Reforms and Agenda 2010. Disponível em <https://gerhard-schroeder.de/en/startseite/reforms/>. Acesso em 22/11/2021. 

GOETHE INSTITUTE. A liberalização dos conservadores alemães. Disponível em <https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/fok/rul/20773671.html>. Acesso em 22/11/2021.

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KITCHEN, Martin. História da Alemanha Moderna. Copyright © 2012 Martin Kitchen. Copyright da edição brasileira © 2013 Editora Pensamento-Cultrix Ltda. Texto de acordo com as novas regras ortográficas da língua portuguesa. 1ª edição 2013. Edição do Kindle. 

KONRAD ADENAUER STIFTUNG. Escritório no Brasil. A Alemanha votou. Disponível em < https://www.kas.de/pt/web/brasilien/einzeltitel/-/content/a-alemanha-votou>. Acesso em 24/11/2021.

LEWIS, Martha. Summary and Analysis of the chancellor: The Remarkable Odyssey of Angela Merkel by Kati Marton. 2021. Edição do Kindle.

LIGUORI, Paula Aparecida Viol e BERGAMASCHI, Luiz Henrique. Em busca de um “nós”: Alemanha, União Europeia e os refugiados. Disponível em <https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/17432>. Acesso em 23/11/2021.

OLSSON, Roger K. The Biography of Angela Merkel: Something About Great Leadership. 2020. Edição do Kindle.

TRILHA DO CONHECIMENTO, Editora. As 10 Mulheres Mais Influentes do Planeta (Coleção Mulheres Incríveis). 2019. Edição do Kindle.

UOL. Porque Merkel decidiu não disputar a reeleição na Alemanha?. <https://operamundi.uol.com.br/eleicoes-2021-na-alemanha/71450/por-que-merkel-decidiu-nao-disputar-a-reeleicao-na-alemanha>. Acesso em 25/11/2021.

   

Pablo de Deus Ulisses

Jornalista e estudante do 5° semestre de Relações Internacionais na Estácio de Sá.

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